Si hortum in biblioteca habes deerit nihil

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10 de outubro de 2013

Amor a Dar com Pau.




Ai credo!, José Malhoa


Um nosso conterrâneo estava mesmo com uma forte e violenta paixão. Para a acalmar, muniu-se de papel de carta perfumado que comprou na mercearia local, que fora aconselhado por peritos altamente colocados, sentou-se a uma tábua a servir de escrivaninha e, caligrafando o melhor que conseguia, inicia a missiva, transferindo para o papel que lhe vai no mais íntimo da alma e começa: menina Angélica, gosto muito de si…


Figura a Ler, José Malhoa

Mas por mais voltas que desse ao seu conhecimento, não havia meio de encontrar as palavras que exprimissem o seu profundo sentimento até que, na falta das ideias, aí vai: amo-a à cachaporra…e mais  algumas que não constam nos anais das gentes de Porto da Lage.
Também não consta nem constou que a carta tivesse obtido resposta positiva, o que não admirou; oferecer amor à mocada, por mais premissas que ofereça não agrada a qualquer mulher.(Ilídio Mota Teixeira)