Já aqui tínhamos falado nos desacatos entre cocheiros dos veículos que, nos primórdios da estação de Paialvo, transportavam pessoas e mercadorias a partir desta. As duas empresas de transportes, pertencentes a Francisco Pereira da Silva Sardo e António Pereira Campeão Sobrinho, disputavam os clientes entre si, parece que nem sempre da forma mais pacífica, para além de os acomodarem dentro dos chars -a - bancs pouco meigamente. Que o diga a criada do sr. Januário da Silva, espoliada da bagagem da família e em vias de ser enfiada num carro contra sua vontade; episódio que exaltou, muito justamente, o seu patrão, o qual só não chegou a vias de facto com o importuno do condutor, graças à intervenção heróica do sr. Joaquim da Cortiça. Pessoa que a posteridade esqueceu, muito injustamente, acho eu, pois, ao que se viu, conseguia pôr ordem naqueles despautérios ao contrário da polícia que, coitada, se devia ver sem rumo, com aquela chefia!? Figura genuína e intemporal, este administrador, pagavam-lhe para ser administrador, não para se ralar! Será que o governador civil partilhava a mesma doutrina? (MFM)
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